O Tesouro de

Inês Maia

A Lenda

        Nos séculos XVI e XVII, os Açores serviam como palco para o armazenamento de tesouros extremamente valiosos, carregados por exuberantes galeões espanhóis. Consequentemente, não é de estranhar que, por essas mesmas alturas, vários foram os ataques de piratas e corsários que assolaram o arquipélago.
Reza a lenda que um desses tesouros jaz ainda na ilha de São Miguel, mais concretamente na terra das histórias, a Freguesia da Maia.
        Por volta de finais do primeiro quartel do século XVI, um valiosíssimo tesouro de barras

do mais puro ouro africano, confinadas num antigo baú, fora entregue a Inês Maia, fundadora

da Terra das Histórias, para aí ser guardado.
        Sir George Clifford, corsário inglês ao serviço da rainha de Inglaterra, Dona Isabel I,

perpetrou vários ataques em solo Açoriano em busca de tesouros. Informado que o maior de

todos se encontrava enterrado na terra das histórias, decidiu invadir aquele lugar pouco depois do

seu povoamento.
        Inês Maia ao saber da intenção de Sir Clifford, por um escravo fugitivo do galeão “Hispaniola”,

sabiamente tomou as rédeas da situação e incumbiu 3 cavaleiros da sua guarda pessoal, acompanhados de 9 camponeses, de transportar e esconder todas as barras de ouro num sítio de remoto acesso: o Lugar da Pedra Queimada / Lajinha. Outros 3 cavaleiros foram encarregues de levar a arca vazia para o porto de pescas - Calhau D’ Areia e de simular um assalto no dito lugar. Para tal, todos os barcos da sua frota foram mandados destruir.
        Sir. Clifford, ao atracar no local, foi recebido pela sábia Inês Maia e mais 3 aias chorosas, que, em desespero, pediram para falar com o comandante daquela tripulação.
        Contaram que dias antes haviam sido invadidos por piratas que tinham levado todo o tesouro.
Depois de destruírem, chacinarem e violarem as aias, partiram sem dó nem piedade. Desesperada e sem saber o que fazer, Inês Maia mandou uma carta ao reis de Portugal a solicitar auxílio militar, o qual já se encontrava a caminho.

        Temendo ser capturado, Sir Clifford deu ordens imediatas de retirada à sua tripulação, ficando a Terra das Histórias sã e salva da malvadez daquele corsário cuja crueldade era além-fronteiras.
                   Aos espanhóis, que tinham depositado o tesouro à guarda de Inês Maia, a sábia senhora contou
que

                                      os corsários ingleses, comandados por Sir Clifford, foram os responsáveis pelo roubo do Tesouro.
                                       Tamanho fora o sucesso do plano engendrado por Inês Maia, a sábia, que foi decretado pela

                                        própria que o tesouro deveria ser guardado para sempre, como símbolo da força, persistência,

                                       ousadia e sabedoria dos maiatos.
 

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